CNI inicia campanha em defesa da reforma da Previdência

A Confederação Nacional da Indústria deu início a uma campanha em defesa da reforma da Previdência: “Reforma Hoje, Tranquilidade Amanhã”. A medida, segundo posicionamento da entidade, trará “equilíbrio às contas públicas e criará condições de crescimento sustentável”. A campanha conta com o apoio de lideranças nacionais, a exemplo do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, e do ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto.

Para o presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra, o futuro do país depende das reformas em curso no Congresso atualmente. “A reforma da Previdência é essencial para diminuir o déficit, corrigir distorções e trazer novo fôlego ao Governo Federal. É importante lembrar que a medida não tira nenhum direito do trabalhador e, ao contrário disso, poderá estimular a economia e a geração de novos empregos”, lembrou Guerra.

Urgência

A Previdência Social é um sistema que protege trabalhadores e suas famílias. Além de garantir a aposentadoria, oferece uma série de benefícios: pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade e salário-família. Como na maioria dos países, a Previdência é um sistema de repartição, um pacto de gerações: quem está trabalhando custeia o pagamento dos benefícios de quem se aposenta ou recebe pensões.

O equilíbrio das contas depende, principalmente, do tamanho da população economicamente ativa, formada pelos contribuintes. Entretanto, a população brasileira está envelhecendo rapidamente e, em pouco tempo, haverá mais gente recebendo benefícios que pessoas contribuindo para a Previdência. Isso inviabilizará o sistema e ameaçará o pagamento das pensões e aposentadorias.

De acordo com o governo, no ano passado, 52,1 milhões de brasileiros contribuíram para a Previdência e havia 33,2 milhões de aposentados. Para cada pessoa que recebia a aposentadoria, havia pouco mais de 1,5 contribuintes. Projeções indicam que, sem a reforma da Previdência, em 2050, o número de contribuintes cairá para 43,9 milhões de pessoas e haverá 61 milhões de aposentados.

Saiba mais sobre as propostas apoiadas pela CNI.

Principais pontos apoiados pela Confederação Nacional da Indústria

Idade mínima
Homens e mulheres só poderão se aposentar depois de completarem 65 anos, incluindo professores. A reforma prevê ainda um mecanismo de ajuste automático da idade mínima, de acordo com a evolução da expectativa de vida.

Tempo de contribuição
O tempo mínimo de contribuição à Previdência aumentará de 15 anos para 25 anos.

Acúmulo de benefícios
A reforma extingue a possibilidade de a pessoa acumular pensão com outra aposentadoria ou outro tipo de benefício.

Servidores públicos
A reforma equipara servidores públicos aos trabalhadores da iniciativa privada. O texto também extingue a integralidade, o recebimento da aposentadoria com base no salário integral. Também será vetado o acúmulo de aposentadoria com pensão por morte ou outro benefício.

 

Por Rafael Porto com informações da Confederação Nacional da Indústria