Empresário do Turismo dá dicas no projeto Mentoria Cindes Jovem

Autoconfiança, otimismo, coragem para enfrentar o risco e resiliência foram as principais características destacadas pelo empresário Edson Ruy, diretor-presidente Intercontinental Operadora de Turismo, para um empreendedor alcançar o sucesso nos negócios. Convidado do projeto “Mentoria Cindes Jovem”, realizado nesta terça-feira (08), no Edifício Findes, Edson falou sobre sua trajetória no ramo do turismo.

Inserido nas reuniões ordinárias mensais do Cindes Jovem, o projeto tem como objetivo trazer, a cada edição, um empresário ou executivo de sucesso para compartilhar suas experiências com os membros da entidade. Conforme explicou o presidente Renzo Colnago. “Entendemos que precisamos de um momento reservado com empresários de destaque para ouvirmos conselhos e dicas”, disse.

Pioneiro no Espírito Santo na prestação de serviços turísticos e corporativos, Edson Ruy disse que sua vocação para organizar viagens surgiu logo cedo quando, ainda cursando o ensino médio, organizou uma excursão com a turma em 1978.  A partir daí, surgiram vários convites para que ele estivesse à frente de pequenas viagens.

Em 1981, Edson Ruy decidiu fazer um curso de guia de turismo e passou a trabalhar para a agência do Grupo Águia Branca. Segundo ele, era uma época em que o turismo rodoviário estava muito forte no País. Esse período, ainda de acordo com Ruy, foi importante para que ele se consolidasse em sua vocação e conquistasse clientes. “Fui então construindo relacionamentos em todos os setores. Isso é muito importante para o crescimento do empresário”, destacou.

Em 1985, com o incentivo do pai, abandona o curso de Odontologia e a família decide abrir a Intercontinental. O foco, segundo ele, sempre foi se tornar uma operadora de viagens, oferecendo seus próprios pacotes e não apenas revendendo bilhetes aéreos.

Foram anos atuando fortemente em turismo rodoviário e em 1990 a empresa adquiriu o primeiro ônibus. “Fazíamos viagens de ônibus para toda a América Latina. Chegamos a viajar quase 30 dias seguidos”, contou. No entanto, a empresa já ensaiava alcançar outros mercados e antes disso, em 1986, iniciou a operação internacional para Chile e Argentina. A partir daí, o mundo era o limite.

Edson Ruy contou sobre os vários desafios ao longo dessa história. Desde assumir uma operadora em Vitória, uma cidade relativamente pequena, até passar pelas mudanças de moeda. “ Em vários momentos achei que iriamos falir. A variação da economia, tantas mudanças, nos afetavam diretamente porque fechávamos pacotes em uma moeda e no outro dia já era outra. Por isso destaquei a resiliência, a persistência, porque foram dias difíceis”, contou.

Por Evelyn Trindade